Moro, Favreto e Gebran sobre HC de Lula
br.noticias.yahoo.com
Corregedor do CNJ decide apurar procedimentos de Moro, Favreto e Gebran sobre HC de Lula

BRASÍLIA
(Reuters) - O corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de
Noronha, determinou nesta terça-feira a abertura de procedimentos para
apurar as condutas do juiz federal Sérgio Moro e dos desembargadores
Rogério Favreto e João Pedro Gebran Neto, ambos do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF-4), em relação ao episódio da liminar que
concedeu habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
decisões posteriores que, no final, mantiveram o petista preso no
domingo.
Segundo
a assessoria de imprensa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as oito
representações apresentadas até agora contra Rogerio Favreto e as duas
apresentadas contra Sérgio Moro serão interrompidas e anexadas ao
procedimento determinado pelo corregedor nacional, já que se trata de
uma apuração mais ampla dos fatos.
Após
uma série de idas e vindas, o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo
Thompson Flores, acatou no domingo à noite pedido do Ministério Público
Federal e manteve a determinação do relator no tribunal do caso sobre o
tríplex no Guarujá, Gebran Neto, de que Lula tem de continuar a cumprir
pena de 12 anos e 1 mês prisão por corrupção passiva e lavagem de
dinheiro.
Antes
da decisão de Thompson Flores, o desembargador Rogerio Favreto,
responsável pelo plantão do TRF-4, chegou a determinar por três vezes
que Lula fosse solto.
Em
um determinado momento, Sérgio Moro, responsável pelo processo do
ex-presidente na primeira instância em Curitiba, reagiu à decisão em um
despacho em que afirmou que o desembargador plantonista era
“absolutamente incompetente” para atuar no caso e, dizendo-se orientado
por Thompson Flores, pediu que Gebran Neto se manifestasse sobre a
liminar concedida.
Pouco
depois, Favreto reiterou sua decisão, voltou a mandar soltar Lula e
determinou que as manifestações de Moro fossem encaminhadas à
corregedoria do TRF-4 e ao Conselho Nacional de Justiça para apurar
eventual falha funcional do juiz de primeira instância.
Moro
está atualmente em férias, mas a assessoria de imprensa da Justiça
Federal do Paraná disse na ocasião que o juiz considerou que poderia
despachar no caso por ter sido citado na decisão do desembargador
plantonista.
Favreto
trabalhou no governo Lula como secretário da Reforma do Judiciário e
foi indicado para a vaga no TRF-4 pela ex-presidente Dilma Rousseff.
(Reportagem de Ricardo Brito)
Comentários
Postar um comentário